sábado, 31 de outubro de 2020

Sobre ansiedade

A ansiedade controla os quatro cantos da minha vida e me coloca muito mais longe de qualquer lugar que eu queira estar. Ela faz com que eu sinta o meu coração pulsar na boca, como se algo bagunçasse tudo por dentro e meu próprio corpo impedisse que isso fosse colocado para fora. O toque fica mais grosso, os ruídos ficam mais pesados e, por menor que seja, é extremamente incômodo. Ás vezes tenho a sensação de que meu olho perde o controle. Continuo parada mas é como se ele estivesse rodando. A ansiedade me faz acordar de madrugada com a sensação de que estou perdendo tempo. Aliás, ela me lembra todas as manhãs que eu tenho uma caderneta com vinte e sete pendências para organizar minha vida e ela aumenta a cada piscar de olhos. Nunca diminui. A ansiedade me faz perder mais de um quilo em cada semana de crise. Me prende dentro de casa porque eu acordei as 11h, afinal a madrugada foi em claro, e é tarde demais pra tentar resolver alguma daquelas vinte e sete pendências, mas que agora já somam trinta. A ansiedade me faz gritar por dentro, mas sorrir por fora. Me faz ficar quieta quando a vontade, na verdade, é explodir. Ela faz com que eu engula todos os meus pensamentos guéla abaixo e sinta medo de mim mesma. Mas tudo em silêncio, estática, de forma rasteira. A ansiedade me deixa paranóica e insegura, me faz fingir que coisas importantes não existem porque talvez eu não saiba lidar com elas. A ansiedade faz com que eu não queira falar sobre ansiedade. Me faz caminhar, caminhar e caminhar, e parecer estar parada exatamente no mesmo lugar. A ansiedade me deixa muda e me afasta. São milhares de surtos silenciosos, um universo de sentimentos e eu mal consigo falar. 


Juliana Lima - @jubzlima

Nosso momento ficou para trás


Foi como se alguém apertasse o pause em tudo que a gente já viveu e dissesse: toma aqui mais essa chance. E a nossa música tocou. Nós simplesmente nos encontramos, no meio de tudo e todos. Foi inevitável não reparar no sorriso sem graça. Você de lá e eu de cá, mais uma vez. E sem perceber, em poucos minutos, eu já estava rindo do seu jeito bobo e você ressaltando mais uma vez o tamanho da minha testa. Difícil de imaginar isso se a gente for lembrar de todas as vezes que não estivemos ali, né?! Mas nós estávamos, vivendo o presente de um passado mal resolvido, transformando anos de convivência em horas de boa conversa. Mas era diferente, existia cautela, um ar de maturidade. Não éramos mais como antes. Eu aprendi a gostar de outras coisas, de outras pessoas, de outras músicas, comidas, bebidas e quem sabe de outra vida. Nosso momento ficou lá trás, com as lágrimas, com os abraços não dados e com todas as vezes que precisamos um do outro e nenhum dos dois estava lá. Passou. Voou.  Hoje existe apenas um eu e um você. Por ironia do destino ou não. Quem sabe. E que assim seja!

Juliana Lima - @jubzlima

Nasço e morro. Revivo quantas vezes for necessário.


Visão latente, se abre. O zoom desfoca. Você aprende: a carcaça nos enfeita, já a alma nos engrandece!Eu grito: SOU HUMANO. Carrego sentimentos que você não imagina - e eles transbordam. Nasço e morro. Revivo quantas vezes for necessário. Não receio o amor. Me importo e deixo de me importar. Tenho leveza nos gestos e nas palavras. Aliás, mais amigos do que você pode imaginar. Sorrio. Assumo erros. Perdoo defeitos. Eu batalho! Ninguém reduz o meu caráter e meu caráter não reduz ninguém. Feita de tentativas, fracassos e esforços. O conjunto imperfeito do que é o ser humano. Simples. Sorrio de novo. O mundo acaba, desmorona, mas eu continuo dançando. 

Juliana Lima - @jubzlima

Gratidão pelo retorno

Já é a terceira vez que sento em frente ao computador essa semana pra tentar sentir aquilo que eu sentia a anos atrás. Escrever foi minha única terapia durante muito tempo, e era somente assim e aqui que eu conseguia externar todos os meus sentimentos e organiza-los - ou pelo menos tentar. Me sinto até meio boba enquanto digito essas poucas palavras, mas é porque meu coração não nega, e só de pensar em tudo que a escrita me traz, ele acelera. Me sinto extremamente feliz por ter criado coragem de retomar e retornar a algo que diz tanto sobre mim e que eu perdi ao longo do caminho. Mas um bom filho a casa torna, e aqui estou eu de volta. De início, até que eu pegue o ritmo, resolvi reler e reescrever textos antigos. Talvez eles não tenham nada a ver com a minha situação atual, mas, sem pretensão, a ideia é que eu me sinta tocada novamente. E se através disso eu conseguir tocar qualquer um de vocês que seja, aí é chuva de felicidade. 

Agradeço imensamente por estarem juntos comigo nessa e desejo boas vindas ao meu mundo. 

Com carinho... 

Ju Lima

sábado, 26 de março de 2016

Seja leve !

 
 
Ah se você soubesse o que eu realmente quis dizer quando falei que não te esperaria, e que pra mim, pelo menos agora, não tínhamos chance alguma... Se você pudesse entender todos os sinais que dei enquanto olhava pros teus olhos e ria como quem não acreditava em uma única palavra... Confesso que sequer me dei o direito de dizer qualquer coisa que pudesse expor meu lado vulnerável, aquela era uma batalha minha contra mim mesma, eu precisava vencer, eu não podia te querer, não era justo que eu ainda te quisesse do mesmo jeito depois de você sair pela porta como quem sai pra comprar cigarro e não volta mais.

Naquela noite, quando nos encontramos e você perguntou se eu gostaria de ir pra outro lugar, eu queria ter ido pra sua casa, tive vontade de tirar peça por peça, até chegarmos ao ponto de sermos aquilo que verdadeiramente somos: livres! E disso eu me orgulho, nunca tivemos vergonha da nossa nudez, aliás, por diversas vezes vi nossas almas caminhando descalças mundão afora.

Sinceramente, não procuro entender porque não quero ter que explicar o que aconteceu com a gente. Sabe, o questionamento machuca, e eu preferi deixar o vento dizer e me trazer aquilo que for pra ser, sem pressão, sem ter que pedir que você fique, sem precisar expor o que existiu entre a gente... Se for pra gente se encontrar, que seja porque tínhamos diversas outras alternativas e mesmo assim escolhemos ficar aqui!

Sinto sua falta, mas voe e seja leve.
Até breve!

domingo, 12 de abril de 2015

Conselhos para uma irmã mais nova.


Eu só queria poder segurar sua mão e dizer que não importa o que aconteça em nossas vidas, eu sempre vou estar ao seu lado. Queria pedir que você continue com esses mesmos sonhos malucos, mas que, principalmente, tenha força de vontade para realizar cada um deles. Saiba que, se eu pudesse, te protegeria de todos os desencontros que a vida, seguramente, ainda vai lhe trazer. Mas se isso te serve como consolo, gostaria também que você soubesse que cada um deles vai te deixar cada vez mais forte e mais segura de si.  Eu sei que muitas vezes você vai parar e se perguntar se está no caminho certo, e uma coisa eu te garanto, se o seu coração gritar para que você continue, certamente você estará. Sabe, seu sorriso e sua gentileza serão primordiais para que você consiga qualquer coisa que queira, mas, em algumas situações, a vida vai impor que você também seja um pouco rude e até mesmo fria, e eu imploro, nunca perca sua sensatez, seu senso de justiça e sua bondade. Sobre o amor, sinto muito lhe informar, mas você vai acreditar tê-lo encontrado mais de duas ou três vezes em sua vida, e quando ele for embora você vai sentir o chão se abrindo embaixo de seus pés, vai doer - e muito - mas te afirmo por experiência própria, isso nunca é o fim do mundo e ele nunca vai ser o último cara da face da terra, muito pelo contrário, com o tempo você vai descobrir que existem pessoas muito melhores do que aquelas que nos machucaram. Por isso, faça o bem, independente de quem quer que seja. Seja sincera. Lute pelo que acredita ser correto e verdadeiro. Sinta sim orgulho de cada uma das suas conquistas, mas também nunca esqueça das suas derrotas, afinal ninguém é feito apenas de vitórias. Aliás, saiba que, por pior que seja, não há nada que não possa ser remediado com uma bela panela de brigadeiro e o colo das suas amigas - mesmo que seja só pra dar risada da sua cara inchada de choro. E se tem uma coisa que eu te peço com todas as forças, é para que leve seus amigos como talismãs para o resto da vida, proteja-os como seus irmãos, porque é isso que eles devem ser - os irmãos que você teve a oportunidade de escolher. Sem eles é como se estivéssemos sem sorte no mundo, e com o passar do tempo você vai saber distingui-los dos colegas. Tenha consciência de que os caminhos podem mudar e as ideias também, então não se chateie ou se culpe caso isso aconteça. Afinal, tudo isso também vai te mostrar quem é pra vida toda e quem estava apenas de passagem. O importante é que você nunca confunda isso com sentimento, porque nem sempre pessoas que se gostam se falam todos os dias ou se vêem todas as semanas. Ás vezes não temos tudo aquilo que queremos, mas com certeza temos muito, basta saber olhar a sua volta. Então, seja grata! Opte por ser você, mesmo que todos te julguem diferente - até porque, qual a graça de ser igual a todo mundo?! Siga seu caminho! Leia seus livros, viva pela música e toque seus instrumentos, mas outra coisa eu te peço, não pense que só disso se vive. Estude, trabalhe, dê duro para alcançar o que deseja. Cuide do papai e da mamãe e seja o espelho que você gostaria de ser para os nossos irmãos mais novos, assim como eu espero ser pra você. Quando tiver dúvidas sobre o que fazer ou o que falar para alguém, te desafio a perguntar a si mesmo: "o que eu sentiria se estivesse no lugar daquela pessoa?". Tenho absoluta certeza de que essa pergunta vai te ajudar muito a saber respeitar os limites, gostos e opiniões contrárias que surgirem ao longo da vida.

O tempo passa voando e eu lembro como se fosse ontem dos seus cachinhos, então, por gentileza, aproveite muito cada segundo da sua vida e nunca exite em me procurar. Tenho consciência de que a vida ainda vai nos trazer muito coisa, mas infelizmente eu não tenho como prever e nem escrever tudo aquilo que eu gostaria em um texto, então peço apenas que você nunca se esqueça: eu sempre vou estar do seu lado! 

Ju Lima

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Não tão frio.



Pés fora do chão - literalmente. Ele era alto demais pra que ela mantivesse controle. O olhar sincero e um dos corações mais brincalhões que já conheci. Era divertido quando os idiomas se confundiam e os olhares se encontravam - siempre tenemos problemas con nuestro idioma. Um desequilíbrio cativante. Uma diferença de quase meio metro. Francamente, não me peça pra entender, acho que nunca conseguiria. "Fria y dulce como un helado"... e eu gostaria muito que você soubesse que nem sempre sou assim. Tenho um coração que transborda enquanto escuta você cantar Nirvana e um gosto completamente amargo quando lembro que tudo isso tem prazo de validade.

É difícil tomar qualquer atitude quando a úncia coisa que se sabe é que não se pode fazer nada. São países completamente distintos. É muita terra e muita água. 9431.65 quilômetros. 5860.5 milhas. Um infinito de diferenças, uma série de desencontros e provas suficientes para nos fazer acreditar que nada somos diante de todas as voltas que o mundo pode dar. Tantas pessoas e tantos caminhos, mas nós nos encontramos aqui, completamente fora da nossa zona de conforto. Vou lembrar disso e vou lembrar de você. Assim como vou lembrar das nossas noites de piscina, dos dias de bebida, de risada, de palavras trocadas, de tudo. Agradeço muito por ter te conhecido e por saber que mesmo do outro lado do mundo existe alguém que me faz tão bem. Já sinto saudade!

"O mundo é tão pequeno afinal..."

Ju Lima

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Hasta pronto!



Cámara! Acción!
Nada sucede según lo previsto en el guión. Dos personas que se multiplican en cuatro: yo, tú, él y ella. Nos olvidamos. Las miradas parecen táctiles y los brazos se cruzan. Pequeña sonrisa – tú sabes lo que queremos. Nos gusta, resistimos y dejamos pasar. Correcto? Qué es esto? Nos olvidamos de nuevo. Momento equivocado. Vinimos en tiempos inciertos. No podemos. No era malo, era el amor. No elegimos.
Canciones. Textos. Palabras. Los deseos.
Recordar y olvidar.
El viento hace eco: no se puede!
Se Acabó. Seguimos viviendo: yo con la vida mía y tú con la tuya. Fue verdad, pero nosotros no somos reales. Entendemos. Vinimos tarde. Llegamos atrasados. Nos fuimos sin dejar ir. Poco a poco – al menos por ahora. Primero los paquetes, después las palabras. Sueltas, sin propósito, sin sentido. En este caso, seguirá sólo lo que es bueno, permanecerá lo que quiere quedarse y se escribirá sólo lo que es verdad.

Hasta pronto!
Ju Lima

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Chuva chove


Dizem que os opostos se atraem, mas eu não tenho tanta certeza assim. E é engraçado, porque ele sempre questionou o fato dela querer alguma coisa com ele, e em contrapartida, ela também nunca soube explicar porque cismava tanto em acreditar em um garoto tão mais novo que ela - pelo menos era o que parecia. Não que idade importe muita coisa, mas era estranho quando ela passava na casa dele madrugada e ele contava que tinha colocado travesseiros embaixo do edredom para que seus pais não notassem sua saída. Distinto também era quando ele contava sobre as notas ruins no colégio e ela falava sobre a dificuldade das provas na faculdade. Ele 17, ela 20. Ele fumava escondido e ela fingia que não se importava. Ela fingia ser forte e ele admirava isso. 

Noites de conversa, manhãs de bom dia e tardes programando quando seria a próxima vez. Almoços em botecos e jantares em restaurantes de primeira linha. Eles nunca seguiram um padrão, tudo o que faziam juntos era bom. Jorge Ben, Kinder Chocolate, CML, cafuné e conversa boa. Os dois de outubro, os dois de escorpião. Talvez essa história tenha mais coincidências do que os dois pudessem imaginar. "Tá acordado? Tô passando aí pra te ver", quantas vezes ele não escutou essa frase de madrugada? Sem julgamentos, era nele que ela via paz.

Um moleque, cheio de ideias fortes e pensamentos revolucionários. E quer saber?! Talvez ela não tenha visto absolutamente nada mesmo, apenas sentido. Coisa de alma, de pele. Era bom simplesmente não pensar em nada, poder ser quem ela era sem que ele se importasse com isso. 

Foi bom guardar um bilhete de despedida e lembrar do seu carinho - aquele com a ponta dos dedos na nuca. E ó, eu sei que nenhum dos dois sabe o dia de amanhã, mas enquanto a música tocar e os pensamentos permanecerem no mesmo lugar, nós dois continuaremos lá.

"Por favor, chuva ruim, não molhe mais o meu amor assim." - Jorge Ben

Ju Lima

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

A vida.


Difícil encontrar palavras quando olhamos a nossa volta e notamos que significado algum temos perto da imensidão de um mundo repleto de cores, notas, acordes, melodias e sonhos que desconhecemos. Tudo é tão mínimo e tão exagerado perto do silêncio inquietante que reproduzimos ao fecharmos os olhos e percebermos que ainda nos falta tanto. Os passos dados são praticamente nulos se não bem aproveitados. É o vento, poesia. A memória e coragem dos que não puderam optar por estarem juntos, mas que permanecem unidos com o coração. Fecho os olhos e confesso: não sou absolutamente nada perto do que ainda posso ser.

A vida me trouxe até onde eu jamais imaginei que pudesse estar, cuidou de mim, me trouxe paz, me encheu o coração e as veias com um amor que muitas vezes não sei ponderar. Me enriqueceu com poesia. Não me deu paciência, mas me presenteou com o dom genuíno da reflexão. Acredite, não são apenas palavras, são sentimentos. É minha alma despida e estarrecida em uma simplicidade tão pura e límpida que causa arrepios. É um caminho sem volta, eterno e completamente gratificante. 

Ju Lima

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Voe e seja feliz.



"Asas servem pra quê? Então me deixe mostrar como faz.
Você pode voar, escolha uma direção!" - Asas, Tássia Reis
 
Eu só sabia que precisava ir. Não sabia ao certo pra onde e muito menos com quem. Foi quando olhei lá do alto e tive certeza: meu coração apontava pra cá. Renunciei a facilidade por estar perto das pessoas que mais amo para, mais uma vez, recomeçar! Não adianta, meus olhos brilharam, minhas pernas caminharam sozinhas e quando vi, já tinha ido. Recomeçar é divino, é você conseguir provar pra você mesmo que pode muito mais depois de pensar que não, é dar nova forma, mudar o roteiro, rabiscar o rascunho. Recomeçar é a chance de fazer diferente, melhorar, acordar, sorrir, viver. E fazer diferente pouco tem a ver com necessidade, nada tem a ver com estar no caminho errado. É crescer, aprender, ganhar, perder e evoluir.
 
Quer saber?! Eu não mudaria um pingo do que fiz até aqui, não mudaria sequer uma palavra dita em hora errada, sim, foram elas que me deram consciência de quando devem ser ditas. Eu precisei andar em círculos, gritar pra que ninguém ouvisse, ir contra o que julgavam correto e cuspir pra cair no meio da minha testa para, então, entender que nada e nem ninguém é capaz de nos forçar a ser algo que não somos. A paz que a gente tanto procura está dentro da gente. A força que a gente tanto pede está dentro da gente. E acredite, a felicidade que a gente tanto deseja, também está dentro de nós mesmos!
 
Voe. Escolha seu caminho, faça sua direção! Voe nos seus pensamentos, nas suas vontades. Voe pra perto ou voe pra longe. Voe para realizar seus sonhos e ser feliz! Isso vale muito...
 
 
Ju Lima

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Vem, 2015!


Entre todas as coisas que 2014 me deu de presente, a maior delas eu resolvi levar pra 2015. Tenho certeza de que a maioria de nós não têm ideia da quantidade de valores e riquezas que possuímos dentro nosso interior e que podem ser distribuídos gratuitamente ao próximo. 2014 me provou de todas as formas que não basta desejar o dinheiro, a saúde, fé, felicidade ou qualquer coisa do gênero, se nós não soubermos oferecer também aquilo que há de mais precioso dentro da gente. Então, em 2015, eu ofereço meu tempo, minhas palavras, meu sorriso, meus olhos, meu braços e meu coração. Que esse ano nos traga sim muito amor, muita paz e muitas alegrias, mas que em troca todos nós saibamos compensar cada presente que nos for entregue. Que a energia se propague, que a boa intenção se multiplique. Desejo que cada um de nós continue sendo cada vez melhor e mais evoluído! Vem 2015, nos prove quão melhor que 2014 você também pode ser. 

Ju Lima - Cultive & Fortaleça

domingo, 21 de dezembro de 2014

Vá em frente.



Certa vez escutei de uma amiga: "primeiro crie o problema, só depois sofra por ele". Nesta ocasião eu estava com dúvida se me candidatava a uma nova vaga de emprego ou se continuava onde estava. Me candidatei e passei! Mudei minha vida e comecei a trabalhar em uma empresa mundialmente reconhecida. Foi só uma frase, apenas um conselho de amiga, mas imensamente fundamental para que eu entendesse tantas outras coisas. 

A gente têm tanto medo de se arriscar com receio de que as coisas mudem, ou mais, nos preocupamos tanto com o que pode dar errado, que nos esquecemos que tudo também pode dar certo. Se der errado, a gente conserta. Se for triste, a gente muda. Se der errado, a gente recomeça. É tudo tão simples, que se torna complexo se você pensa demais. Somos nós quem tornamos as oportunidades boas ou não. Somos nós, exclusivamente nós, que decidimos o roteiro da nossa história. 

Eu não sou de ferro, muito pelo contrário, talvez eu seja a pessoa mais sentimental e emotiva que vocês possam conhecer, mas, depois deste conselho, depois de tornar essa frase minha, eu nunca mais deixei de fazer o que eu queria com medo de que desse errado. 

O MUNDO É NOSSO... ARRISQUE-SE!!! 

Ju Lima

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Pessoa certa, hora errada.


Saudade é um bicho estranho. 

Lembrei de você hoje - aliás, mês passado, semana passada e ontem também. Fiquei com vontade de te colocar dentro de um potinho e guardar dentro da gaveta. Sei lá, quem sabe te congelar e esperar que todas as minhas dúvidas fossem embora. Lembrei daquele dia que a gente se entupiu de comer um sorvete gigante, cheio de caramelo e farofa e churros e batata frita em uma lanchonete perto da casa do meu pai. Lembrei também de quando a gente se conheceu e colocamos Chico Buarque pra tocar na festa, as pessoas quase dormindo no sofá e a gente lá, rindo e escolhendo a próxima. Eu sei, não tem sentido, mas eu senti falta de quando você ria do meu sotaque interiorano nada a ver, me apertava forte e depois dizia que não ia largar mais. Ontem quis receber suas mensagens e finalmente responder dizendo que eu também sinto saudade. Quis ter certeza de que a gente ia se encontrar e passar o final de semana juntos.

É engraçado como as pessoas certas deixam a sensação de terem chegado na hora errado quando vão embora. Eu gostava tanto e lembro até de ter agradecido por você ter entrado em minha vida, mas não deu. Com o tempo minhas dúvidas foram atrapalhando tudo e eu não lembro da parte que a gente se despede. Apenas fomos. Sem dizer nada, eu segui minha vida e você a sua. Mas não se preocupa, a saudade me faz lembrar todos os dias o quanto dói perder pessoas assim. Obrigada pelo pouco que fomos! 

Ju Lima

domingo, 30 de novembro de 2014

Mais uma vez, tudo mudou.



Eu não deixei que você se fosse, apenas tive a sorte de não poder pedir que ficasse. 


É difícil controlar nossos atos quando os sentidos se perdem, a gente quer e nem sempre a gente pode. Nossa vez passou! Não estamos próximos e nem tampouco temos chances de um dia poder estar. 

Você se orgulharia, porque eu não me escondo mais debaixo da cama quando sinto medo, tampouco deixo que as outras pessoas interfiram naquilo que tenho vontade de fazer. Dias atrás fui sozinha ao café, depois ao cinema e, daqui alguns dias, entrarei sozinha em um avião para realizar um sonho. Sabe, de uma coisa você sempre teve razão, nada nos traz tanta paz quanto aproveitarmos nossa própria companhia. Eu me orgulharia!

E outra coisa, quando digo que tive a sorte de não poder pedir que ficasse, em momento algum digo que gostaria de pedir que voltasse, mas afirmo em tom alto que tive a honra e o prazer de poder escrever uma história nova sem você. Há meses não sentia o frescor das lágrimas escorrendo pelo meu rosto, e hoje senti. Talvez por tristeza? Sim, mas também por felicidade. Aliás, eu fui capaz de mudar o rumo desse conto, me transformar. 

Em outubro de 2011 escrevi um texto, o qual dizia que a tristeza também nos é necessária. Reli. Me fez lembrar que a tristeza nos traz algo tão mágico quanto a felicidade. Ela nos permite enxergar sem as tais lentes coloridas e de purpurina que a felicidade nos coloca. A gente cresce, aprende, tem clareza. É na tristeza que a gente se supera. Aliás, já me superei tanto tantas outras vezes que tenho absoluta certeza de que irei me superar novamente daqui exatos cinquenta e quatro dias.

Há meses que tudo tem mudado, ganhado forma. Há dias que acordo com a sensação estranha de perder algo, como se estivesse atrasada para algum compromisso importante ou adiantada demais. Há dias que venho fazendo das minhas manhãs um motivo diferente para continuar caminhando, independentemente de aceitação. Afinal, não importa o que quer que seja que eu esteja ganhando ou perdendo: o sorriso em meu rosto irá trazer todas as respostas.

Meu eterno agradecimento a essa incrível capacidade de transformação que possuímos!


Obrigada...


Ju Lima