quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Pessoa certa, hora errada.


Saudade é um bicho estranho. 

Lembrei de você hoje - aliás, mês passado, semana passada e ontem também. Fiquei com vontade de te colocar dentro de um potinho e guardar dentro da gaveta. Sei lá, quem sabe te congelar e esperar que todas as minhas dúvidas fossem embora. Lembrei daquele dia que a gente se entupiu de comer um sorvete gigante, cheio de caramelo e farofa e churros e batata frita em uma lanchonete perto da casa do meu pai. Lembrei também de quando a gente se conheceu e colocamos Chico Buarque pra tocar na festa, as pessoas quase dormindo no sofá e a gente lá, rindo e escolhendo a próxima. Eu sei, não tem sentido, mas eu senti falta de quando você ria do meu sotaque interiorano nada a ver, me apertava forte e depois dizia que não ia largar mais. Ontem quis receber suas mensagens e finalmente responder dizendo que eu também sinto saudade. Quis ter certeza de que a gente ia se encontrar e passar o final de semana juntos.

É engraçado como as pessoas certas deixam a sensação de terem chegado na hora errado quando vão embora. Eu gostava tanto e lembro até de ter agradecido por você ter entrado em minha vida, mas não deu. Com o tempo minhas dúvidas foram atrapalhando tudo e eu não lembro da parte que a gente se despede. Apenas fomos. Sem dizer nada, eu segui minha vida e você a sua. Mas não se preocupa, a saudade me faz lembrar todos os dias o quanto dói perder pessoas assim. Obrigada pelo pouco que fomos! 

Ju Lima

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