sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

A vida.


Difícil encontrar palavras quando olhamos a nossa volta e notamos que significado algum temos perto da imensidão de um mundo repleto de cores, notas, acordes, melodias e sonhos que desconhecemos. Tudo é tão mínimo e tão exagerado perto do silêncio inquietante que reproduzimos ao fecharmos os olhos e percebermos que ainda nos falta tanto. Os passos dados são praticamente nulos se não bem aproveitados. É o vento, poesia. A memória e coragem dos que não puderam optar por estarem juntos, mas que permanecem unidos com o coração. Fecho os olhos e confesso: não sou absolutamente nada perto do que ainda posso ser.

A vida me trouxe até onde eu jamais imaginei que pudesse estar, cuidou de mim, me trouxe paz, me encheu o coração e as veias com um amor que muitas vezes não sei ponderar. Me enriqueceu com poesia. Não me deu paciência, mas me presenteou com o dom genuíno da reflexão. Acredite, não são apenas palavras, são sentimentos. É minha alma despida e estarrecida em uma simplicidade tão pura e límpida que causa arrepios. É um caminho sem volta, eterno e completamente gratificante. 

Ju Lima

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