Ah se você soubesse o que eu realmente quis dizer quando falei que não te esperaria, e que pra mim, pelo menos agora, não tínhamos chance alguma... Se você pudesse entender todos os sinais que dei enquanto olhava pros teus olhos e ria como quem não acreditava em uma única palavra... Confesso que sequer me dei o direito de dizer qualquer coisa que pudesse expor meu lado vulnerável, aquela era uma batalha minha contra mim mesma, eu precisava vencer, eu não podia te querer, não era justo que eu ainda te quisesse do mesmo jeito depois de você sair pela porta como quem sai pra comprar cigarro e não volta mais.
Naquela noite, quando nos encontramos e você perguntou se eu gostaria de ir pra outro lugar, eu queria ter ido pra sua casa, tive vontade de tirar peça por peça, até chegarmos ao ponto de sermos aquilo que verdadeiramente somos: livres! E disso eu me orgulho, nunca tivemos vergonha da nossa nudez, aliás, por diversas vezes vi nossas almas caminhando descalças mundão afora.
Sinceramente, não procuro entender porque não quero ter que explicar o que aconteceu com a gente. Sabe, o questionamento machuca, e eu preferi deixar o vento dizer e me trazer aquilo que for pra ser, sem pressão, sem ter que pedir que você fique, sem precisar expor o que existiu entre a gente... Se for pra gente se encontrar, que seja porque tínhamos diversas outras alternativas e mesmo assim escolhemos ficar aqui!
Sinto sua falta, mas voe e seja leve.
Até breve!

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