quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Não tão frio.



Pés fora do chão - literalmente. Ele era alto demais pra que ela mantivesse controle. O olhar sincero e um dos corações mais brincalhões que já conheci. Era divertido quando os idiomas se confundiam e os olhares se encontravam - siempre tenemos problemas con nuestro idioma. Um desequilíbrio cativante. Uma diferença de quase meio metro. Francamente, não me peça pra entender, acho que nunca conseguiria. "Fria y dulce como un helado"... e eu gostaria muito que você soubesse que nem sempre sou assim. Tenho um coração que transborda enquanto escuta você cantar Nirvana e um gosto completamente amargo quando lembro que tudo isso tem prazo de validade.

É difícil tomar qualquer atitude quando a úncia coisa que se sabe é que não se pode fazer nada. São países completamente distintos. É muita terra e muita água. 9431.65 quilômetros. 5860.5 milhas. Um infinito de diferenças, uma série de desencontros e provas suficientes para nos fazer acreditar que nada somos diante de todas as voltas que o mundo pode dar. Tantas pessoas e tantos caminhos, mas nós nos encontramos aqui, completamente fora da nossa zona de conforto. Vou lembrar disso e vou lembrar de você. Assim como vou lembrar das nossas noites de piscina, dos dias de bebida, de risada, de palavras trocadas, de tudo. Agradeço muito por ter te conhecido e por saber que mesmo do outro lado do mundo existe alguém que me faz tão bem. Já sinto saudade!

"O mundo é tão pequeno afinal..."

Ju Lima

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Hasta pronto!



Cámara! Acción!
Nada sucede según lo previsto en el guión. Dos personas que se multiplican en cuatro: yo, tú, él y ella. Nos olvidamos. Las miradas parecen táctiles y los brazos se cruzan. Pequeña sonrisa – tú sabes lo que queremos. Nos gusta, resistimos y dejamos pasar. Correcto? Qué es esto? Nos olvidamos de nuevo. Momento equivocado. Vinimos en tiempos inciertos. No podemos. No era malo, era el amor. No elegimos.
Canciones. Textos. Palabras. Los deseos.
Recordar y olvidar.
El viento hace eco: no se puede!
Se Acabó. Seguimos viviendo: yo con la vida mía y tú con la tuya. Fue verdad, pero nosotros no somos reales. Entendemos. Vinimos tarde. Llegamos atrasados. Nos fuimos sin dejar ir. Poco a poco – al menos por ahora. Primero los paquetes, después las palabras. Sueltas, sin propósito, sin sentido. En este caso, seguirá sólo lo que es bueno, permanecerá lo que quiere quedarse y se escribirá sólo lo que es verdad.

Hasta pronto!
Ju Lima

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Chuva chove


Dizem que os opostos se atraem, mas eu não tenho tanta certeza assim. E é engraçado, porque ele sempre questionou o fato dela querer alguma coisa com ele, e em contrapartida, ela também nunca soube explicar porque cismava tanto em acreditar em um garoto tão mais novo que ela - pelo menos era o que parecia. Não que idade importe muita coisa, mas era estranho quando ela passava na casa dele madrugada e ele contava que tinha colocado travesseiros embaixo do edredom para que seus pais não notassem sua saída. Distinto também era quando ele contava sobre as notas ruins no colégio e ela falava sobre a dificuldade das provas na faculdade. Ele 17, ela 20. Ele fumava escondido e ela fingia que não se importava. Ela fingia ser forte e ele admirava isso. 

Noites de conversa, manhãs de bom dia e tardes programando quando seria a próxima vez. Almoços em botecos e jantares em restaurantes de primeira linha. Eles nunca seguiram um padrão, tudo o que faziam juntos era bom. Jorge Ben, Kinder Chocolate, CML, cafuné e conversa boa. Os dois de outubro, os dois de escorpião. Talvez essa história tenha mais coincidências do que os dois pudessem imaginar. "Tá acordado? Tô passando aí pra te ver", quantas vezes ele não escutou essa frase de madrugada? Sem julgamentos, era nele que ela via paz.

Um moleque, cheio de ideias fortes e pensamentos revolucionários. E quer saber?! Talvez ela não tenha visto absolutamente nada mesmo, apenas sentido. Coisa de alma, de pele. Era bom simplesmente não pensar em nada, poder ser quem ela era sem que ele se importasse com isso. 

Foi bom guardar um bilhete de despedida e lembrar do seu carinho - aquele com a ponta dos dedos na nuca. E ó, eu sei que nenhum dos dois sabe o dia de amanhã, mas enquanto a música tocar e os pensamentos permanecerem no mesmo lugar, nós dois continuaremos lá.

"Por favor, chuva ruim, não molhe mais o meu amor assim." - Jorge Ben

Ju Lima