terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Na ponta dos pés.


Com paciência, me dei ao luxo de escutar calmamente cada palavra que você sussurou em meus ouvidos. Eu acreditei! De alguma forma, a vontade de que tudo desse certo era muito maior do que um mimo que implorava pelo aqui e pelo agora. Eu calcei o salto sem tirar meu all star. Resolvi caminhar levemente na ponta dos pés. E sorrateiramente, sem que ninguém pudesse perceber, reergui o meu templo de paz. 

Eu colori, fiz alguns desenhos e enfeitei com os presentes mais bonitos que ganhei durante esse tempo. Fiz uma janela bem grande e tinha uma paisagem linda de frente para o mar. Um deck. Uma rede. Uma espreguiçadeira. (Sei lá... eu sempre achei que isso fosse sinônimo de paz!). Na estante eu coloquei fotos. Muitas fotos e muitos livros - isso não me deixava esquecer quem eu era. Sabe, eu sempre gostei de sentir essa nostalgia ao reviver coisas do passado. Elas me dão motivos pra seguir em frente. 

Dentro do meu templo, não coloquei nada mais do que aquilo que me fazia bem. Que coloria minha vida. Nada mais do que aquilo que me impulsionava à favor dos meus sonhos, quando os mesmos pareciam longe demais. Isso me fazia ficar assim... com apenas metade dos pés no chão.
Talvez seja essa a paz que eu mereço, a paz que eu preciso!

Juliana Lima

5 comentários:

  1. Sem comentários simplesmente incrível algo de corpo e alma bjinhus e sucesso =]]

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  2. Nunca me canso de falar, tu escreve com a calma.

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  3. Como sempre Ju lindo parabéns

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  4. mto lindo seu blog juliana... curti!!! vc tbm é mto bonita... bjos!

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