terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Ela disse sim.



[...]
Ela enxugou a lágrima presa no canto do olho esquerdo e mordeu levemente os lábios. E foi assim, com os dedos entrelaçados e o sorriso discreto no rosto, que os dois decidiram ser felizes!

Algumas coisas não precisam ser entendidas. Elas não estavam escritas em nenhum caderninho de planejamento, com data e hora marcadas na agenda de compromisso. É como se estivéssemos aqui, agora, fazendo qualquer coisa, e essa coisa ser capaz de determinar o nosso futuro.

Juliana Lima

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Perto ou longe.



Atrasada, impaciente.
Ela estava no caminho do trabalho, em plena quinta feira, escutando uma música brega qualquer na rádio e pensando 'acelera isso, motorista, eu tô a.t.r.a.s.a.d.a'. É, ela não custama ter o melhor humor do mundo quando sua manhã já começa meio turbulenta, quando só teve tempo de se jogar dentro da primeira roupa e engolir sem respirar uma xícara de café. E mesmo assim, a mais de 7000km de distância, com uma única ligação ele conseguiu mudar tudo. Só de olhar o visor do celular e perceber que o número não era daqui, seus olhos já mudaram de cor. E então, todo mundo parou pra olhar quando ela abriu aquele sorriso e disse 'Alôô, bom dia!'... Siim, qualquer um daria tudo pra sentir a felicidade que ela transmitia naquele momento. Era algo simples, uma ligação. Mas era de verdade. Pra ela, era muito mais do que uma simples ligação logo de manhã. Era a voz dele do outro lado da linha!

Por um descuido, ela desligou o celular sem antes dizer à ele o quanto era importante, o quanto ela tinha gostado de ouvir sua voz e o quanto ela estava feliz por sentir tudo aquilo. Engraçado... mas ela desceu do ônibus, acelerou o passo, pegou o elevador, sentou em sua mesa e começou a escrever. Dessa vez, não eram frases indiretas de quem não sabe o que está acontecendo. Agora, ela sabia exatamente o que queria. Tinha certeza do que estava sentindo. Ela só queria dizer à ele que faria tudo pra estar lá, perto dele, junto com ele. Ele cuindando dela e ela cuidando dele!

A distância nos separa na forma física, não no sentimento...

Juliana Lima

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Na ponta dos pés.


Com paciência, me dei ao luxo de escutar calmamente cada palavra que você sussurou em meus ouvidos. Eu acreditei! De alguma forma, a vontade de que tudo desse certo era muito maior do que um mimo que implorava pelo aqui e pelo agora. Eu calcei o salto sem tirar meu all star. Resolvi caminhar levemente na ponta dos pés. E sorrateiramente, sem que ninguém pudesse perceber, reergui o meu templo de paz. 

Eu colori, fiz alguns desenhos e enfeitei com os presentes mais bonitos que ganhei durante esse tempo. Fiz uma janela bem grande e tinha uma paisagem linda de frente para o mar. Um deck. Uma rede. Uma espreguiçadeira. (Sei lá... eu sempre achei que isso fosse sinônimo de paz!). Na estante eu coloquei fotos. Muitas fotos e muitos livros - isso não me deixava esquecer quem eu era. Sabe, eu sempre gostei de sentir essa nostalgia ao reviver coisas do passado. Elas me dão motivos pra seguir em frente. 

Dentro do meu templo, não coloquei nada mais do que aquilo que me fazia bem. Que coloria minha vida. Nada mais do que aquilo que me impulsionava à favor dos meus sonhos, quando os mesmos pareciam longe demais. Isso me fazia ficar assim... com apenas metade dos pés no chão.
Talvez seja essa a paz que eu mereço, a paz que eu preciso!

Juliana Lima

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Por favor!


Muitas vezes as coisas funcionam assim, a gente vive algo muito forte, ama de um jeito que acredita ser pra sempre e depois percebe 'que o pra sempre, sempre acaba'. - Ahh, Cássia Eller, eu tenho certeza de que você já foi trilha sonora de muitos corações apaixonados. Na hora é difícil de entender, né?! A gente perde o chão, perde o controle. A gente acha que não vai encontrar mais ninguém no mundo que nos complete tão bem como quem nós já estávamos acostumados a ter. Depois é engraçado pensar nisso. Olha o tamanho desse mundo! Qual a chance de só existir uma pessoa que nos complete? Sei lá... Alguns preferem se rebelar, 'não acredito mais no amor', 'vou ser feliz sozinho', 'não preciso de ninguém' e algumas outras expressões típicas de quem já deu com a cara na porta. Outros são preguiçosos, já se cansam só de pensar em começar tudo de novo, conhecer alguém legal, apresentar pra família, construir confiança, fazer planos e correr o mesmo risco de sempre: que as coisas mudem. Esses são bem complicados. Mas há também, aqueles que são a mistura de tudo. Eles sofrem, se acabam nas baladas da vida, são mais cautelosos ao se envolver com alguém, mas de jeito nenhum perdem o brilho ao viver um novo amor. Acreditar no amor, gente. É isso que falta no mundo!

Eu aprendi com uma amiga, que não importa o tempo que passe, algumas pessoas sempre vão ocupar um lugar diferente dentro do nosso coração. Eu mesmo já disse trilhões de vezes, 'caramba, tanto tempo assim pra ser jogado no lixo'. Pois é, não é bem assim que a gente deve pensar. Não são anos jogados no lixo. Nada foi tempo perdido. As coisas deram certo siiim e vocês foram felizes durante muito tempo. O que acontece é, que ás vezes, o caminho toma outro rumo e não há ódio, raiva e nem rancor que façam você esquecer aquilo que um dia existiu. Quem sabe você também tenha coisas importantes pra aprender com outra pessoa, e visse e versa. Quem sabe você ainda viva algo tão mais mágico e tão mais forte do que aquilo que já imaginava viver. Hoje, eu não acredito mais nessa história de que vivemos apenas um amor. Nós somos feitos de amores, isso sim. 

Realmente, canalizar os nossos sentimentos é um exercício difícil. Muitas vezes não depende só de nós - por mais que seja um sentimento só nosso. Infelizmente, não por maldade, sofremos influência. E sabe aquele ser repugnante que almeja sua felicidade? Então, pode ser que ele não meça esforços para interferir no que é seu, seja por direito ou por opção do coração. Alias, prejudicar alguém (não importa quem seja), apenas para se sentir de certa forma superior, é lamentável... digno de dó. Nós não precisamos disso. Nós confiamos em algo maior. Nós precisamos de paz, de amor próprio, de sinceridade. Nós precisamos de amor. Muito amor, por favor! 

"E que a minha loucura seja perdoada. 
Porque metade de mim é amor.
E a outra metade... também."
(Oswaldo Montenegro)

Juliana Lima

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Mais uma vez, ela.


O coração leve, a mente ocupada e o sorriso no rosto! Ela sempre foi assim!

Ela não procura que todos gostem dela. Ela só pede que à respeitem. Ela não controla o que sente, e muitas vezes não sabe se o que os olhos não vêem o coração não sente, ou se é enganado. A sorte dela está no amor, no coração, naquele bem grande que ela carrega no peito. Disso ela nunca teve vergonha, sempre se orgulhou. Muitas vezes ela chora, fecha a cara quando não gosta e dá dez vezes tchau pra ele na hora de ir embora. 
Talvez ela seja mesmo um pouco complicada. Mas é desse jeito que ela gosta de ser. É assim que ela conquista quem está do lado dela. É estampando seu sorriso que ela encontra forças pra acreditar que nem tudo está perdido. Ela segue o coração. Ela prefere acreditar. Ela só continua caminhando se souber que nada vai contra os seus valores. Mas ela não é de ferro. Ela cai - e feio. Ela acredita em quem não deveria, dá importância pra quem não se importa e cai dentro de joguinhos medíocres de quem não tem o que fazer. Ahhh, se pudéssemos ser vacinados contra isso! Mas sabe de uma coisa? De boas intenções o mundo está lotado. 

Já dizia John Lennon: 'Você pode dizer que sou um sonhador, mas eu não sou o único. E espero que algum dia você junte-se a nós, assim o mundo viverá como um só'. 

Juliana Lima

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Amém.



Na hora eu ri, mas depois eu entendi o que você queria quando dizia que 'as lágrimas de hoje, são os sorrisos de amanhã'. 

Engraçado e assustador, mas hoje eu pude escutar sua voz, pude sentir cada palavra que foi pronunciada aquele dia. Mesmo depois de anos, só hoje eu consegui absorver cada uma delas. Engraçado como a gente sempre acha que sabe demais, e assustador, como a gente sempre descobre que não sabe nada. O destino prega peças. O tempo faz lição. E quem diria que as palavras que mais me fizeram mal, um dia pudessem decidir uma parte tão boa da minha história. 

O tempo me fez entender que nem sempre é possível controlar o que a gente sente. Ás vezes, é como se Deus olhasse no fundo dos nossos olhos e dissesse: 'Filho, vai com calma, pega esse miúdo tempo e transforma cada segundo em tranquilidade pro seu coração'. Ele sabe o que está fazendo. Sem pressa. Sem ansiedade. Sem preocupação. Eu confio, e sei que Ele confia também!

"Me protege. Me governe. Me ilumine."


Amém...

Juliana Lima