sábado, 26 de julho de 2014

Aos poucos, mas ótimos.


De uns tempos pra cá, conheci dois tipos de pessoas: aquelas que invejam sua felicidade e aquelas que invejam os seus problemas. As que invejam sua felicidade não suportam te ver bem, contrariam seus motivos e desconfiam das suas razões. Já aquelas que invejam seus problemas, não te enxergam como pessoa, não perguntam se você está bem e falam que sentiram sua falta. Quando te encontram, perguntam: "e aquilo lá, passou?" "e ele, já esqueceu?" "e o emprego, arrumou?" "e fulano?" "e ciclano?" "e beltrano?". É um saco, algumas pessoas lembram mais dos seus problemas do que você mesmo.

Não conte! Escolha poucos e bons para falar sobre a sua vida, para desabar seus problemas e pedir ajuda. Afinal, disse uma vez o poeta: 'ninguém é tão suficiente, que não precise de ninguém'. Nós temos mania de arrastar nossos problemas junto com a gente, na esperança de que alguma alma, mesmo que desconhecida, chegue com todas as soluções. E eu posso te afirmar com total notoriedade: isso nunca acontece.

Em momento algum a ideia desse texto foi dizer que somos autossuficientes, muito pelo contrario. Nós precisamos - e muito - das outras pessoas. Talvez eu possa até mesmo me arriscar ao dizer que: são com elas que nós iremos aprender nossas maiores lições de vida, tanto boas como ruins, mas para isso, nenhuma delas vai precisar saber à risca sobre toda sua vida. Pra que isso funcione, é essencial que tenhamos poucos e ótimos amigos, daqueles que não precisem perguntar, afinal, com toda naturalidade do mundo, eles vão saber tudo que passa dentro de você. Poucas vezes porque você contou, e muitas vezes porque descobriram nos seus olhos. Sem eles sim, nós não seríamos nada!

Ju Lima

terça-feira, 22 de julho de 2014

Até breve.


Câmera! Ação!
Nada acontece como previsto em roteiro. Duas pessoas que se multiplicam em quatro: eu, você, ele e ela. Esquecemos. Os olhares se tocam e os braços se cruzam. Sorrio de canto - você sabe o que queremos. Resistimos, gostamos, deixamos acontecer. Certo? O que é isso? Esquecemos de novo. Hora errada. Viemos em momento incerto. Não podemos. Não foi maldade, foi paixão. Não escolhemos. 

Músicas. Textos. Palavras. Desejos. 
Lembramos e esquecemos.
O vento ecoa:  não podemos!

Acabou. Continuamos a vida: eu com a minha e você com a sua. Fomos verdade, mas não somos reais. Entendemos. Viemos depois. Chegamos atrasados. Partimos sem deixar de ir. Aos poucos - pelo menos por enquanto. Primeiro as malas, depois as palavras. Soltas, sem propósito, sem sentido. Aqui, vai continuar apenas o que for bom, permanecer o que quiser que permaneça e roteirizar aquilo que for verdade. 

Até breve.

Ju Lima

sábado, 19 de julho de 2014

Silent love affair.

Mal posso explicar, tampouco entender!
Poucas vezes escutei você dizer e muitas vezes apertei repetitivamente o play, com a intenção de sorrir do seu jeito meio torto em pronunciar meu nome. Tem um 'quê' de 'Dju', um sotaque diferente e uma voz que ecoa por quilômetros de distância. Me ganhou - ou, pelo menos, teria tudo pra isso. 

Foi preciso o mundo girar e o tempo passar, pra eu escrever mais uma vez sobre todas as coisas que nós não podemos escolher, ou prever. Vai entender... pessoa certa, quilômetros errados! 'Pequeña e valiente', foi o que você disse quando busquei palavras e encontrei coragem. Devo cancelar tudo? Não, por favor, não me faça essa pergunta, eu não exitaria em responder.

Entre tantos dias, semanas e conversas, lembro quando li você dizer: "ás vezes a vida nos testa pra provar quem somos e o respeito que temos pelas outras pessoas" - não é possível, além de tudo, sábio. Lembro também que nesta noite fomos dormir escutando uma música que dizia: "a solitary chair for a silent love affair" - Half the man, Jamiroquai. Uff... Abri os olhos, fechei, procurei e te encontrei... 

Mais longe do que eu queria. 
Mais perto do que eu podia escolher estar. 
Ju Lima

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Sobre tudo que não escolhi.


Têm coisas que a gente não escolhe. Sim! Isso Aí! Simples assim! Engraçado, mas quando paro pra pensar nas pessoas com quem já me relacionei, tenho ainda mais certeza disso. Condições improváveis. Situações que beiram o impossível. Quilômetros de distância. Mares. Morros. Montanhas... E quilômetros de distância de novo! 

Meus maiores amores sempre tiveram um pouco disso: pés fora do chão. Nunca fui a favor de pequenos encontros, meras coincidências, gostos musicais ou um simples acaso deixado pelo destino - não que isso não favoreça, mas sempre precisei de riscos, noites sem sono, luzes apagadas, corações colados, corações abertos.. (Ahh

A gente não escolhe gostar e muito menos o contrario disso. Não escolhemos quem, quando, como, onde ou porquê. Aliás, estranho pensar em tantas pessoas que conheci e admirei e pensei no jeito, nos olhos, no sorriso... e não! Tantas situações que presenciei e flores e poesias e ligações, que se encaixavam exatamente como nos meus textos... e não! 

Definitivamente, melhor deixar pra lá, não escolher... ou pelo menos tentar! Goste do amarelo mesmo que todos gostem do azul. Caminhe por onde quiser, mesmo que outras pessoas tentem te convencer que aquilo não é o comum... Faça! Nada é errado, feio ou inadequado quando te fizer sorrir... 

Ju Lima