Sei lá... Tem coisa que me faz bem, simplesmente porque faz.
"E é juntando palavras que eu coloco cor em minha vida, e ás vezes, na vida dos outros também."
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
De graça.
Goste de graça! Goste por admiração, por cumplicidade. Goste simplesmente porque a sintonia foi a mesma, a ajuda foi sincera, a risada foi espontânea. Sei lá... Goste! O que a gente ganha com alguém especial do nosso lado, não é a casa na praia, o carro do ano ou o dinheiro da balada. Quando cultivamos as pessoas pelo caráter, pela solidariedade ou pela simples companhia, somos muito mais felizes.
Não peça nada em troca. Não exija atenção exclusiva. A única vantagem plausível e merecedora de reconhecimento ao estar do lado de alguém, é saber que mutuamente esse alguém também estará do nosso lado. O que é feito pelo coração, é de graça. De brinde, carregamos apenas as histórias, os risos e as lágrimas. Nós precisamos de pessoas do nosso lado, e o melhor de tudo, é saber que essas pessoas são tão seres humanos quanto a gente.
Quando estiver triste, chame o dinheiro para enxugar suas lágrimas. Quem sabe ele venha!
Por Juliana Lima
Por Juliana Lima
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Menos.
Eu preciso aprender a ser menos. Menos dramática. Menos intensa. Menos exagerada. Alguém já desejou isso na vida: ser menos? Pois é. Estranho. Mas eu preciso. Nesse minuto, nesse segundo, por favor, me bloqueie o coração, me cale o pensamento, me dê uma droga forte para tranqüilizar a alma. Porque eu preciso. E preciso muito. Eu preciso diminuir o ritmo, abaixar o volume, andar na velocidade permitida, não atropelar quem chega, não tropeçar em mim mesma. Eu preciso respirar. Me aperte o pause, me deixe em stand by, eu não dou conta do meu coração que quer muito. Eu preciso desatar o nó. Eu preciso sentir menos, sonhar menos, amar menos, sofrer menos ainda. Aonde está a placa de PARE bem no meio da minha frase? Confesso: eu não consigo. Nada em mim pára, nada em mim é morno, nada é pouco, não existe sinal vermelho no meu caminho que se abre e me chama. E eu vou... Com o coração na mochila, o lápis borrado, o sorriso e a dúvida, a coragem e o medo, mas vou... Não digo: "estou indo", não digo: "daqui a pouco", nada tem hora a não ser agora. Existe aí algum remedinho para não-sentir? Existe alguma terapia, acupuntura, pedras, cores e aromas para me calar a alma e deixar mudo o pensamento? Quer saber? Existe. Existe e eu preciso. Preciso e não quero.
Fernanda Mello

quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Venha ser também.
Somos portadores de virtudes desconhecidas. Nós possuímos a capacidade de rir de nós mesmos quando parecemos tolos demais. Sabemos pintar o arco-íris, caso o nosso céu fique nublado. Somos amantes do sol. Descrentes do preconceito. Nós simplesmente vivemos como queremos. Gênios em encontrar outra alternativa. Nós não desistimos, mudamos de estratégia. Apagamos as falhas. Nos formatamos sempre que necessário. Somos à favor do 'bom dia' e 'boa noite'. Somos mais humanos que muitos por aí. E se carregar o peso da loucura é consequência por viver como queremos, e muitas vezes não como devemos, aviso que somos capazes de aguentar toneladas.
Sejamos loucos, então. Cada um da sua forma, cada um da sua maneira, mas sejamos todos e loucos!
Por Juliana Lima
domingo, 6 de novembro de 2011
I believe !
É clara a diferença nas atitudes. É nítido o brilho no olhar, o sorriso no rosto. Sim, eu acredito que exista um degrau gigante entre pessoas que acreditam e pessoas que preferem levar a vida como se já não houvesse mais jeito.
Alguns dormem com a certeza de que o amanhã pode ser melhor do que o hoje, outros dormem sabendo que problema continuará lá quando amanhecer. Quem acredita continua em frente, mesmo sabendo que existe o risco de se decepcionar. Já quem não acredita, prefere acabar com a história mesmo que ela não tenha começado. Com o tempo, ou dois sofrem. A diferença é que quem acredita, sofre porque viveu o que queria ter vivido, foi atrás daquilo que procurava, e infelizmente nem tudo é do jeito que a gente espera. Quem não acredita, sofre na dúvida de viver ou não, e depois sofre um pouco mais querendo ter vivido aquilo que passou e não volta mais.
Eu? Eu escolhi acreditar!
Escolhi seguir a música que toca o meu coração. Resolvi e aprendi que enquanto eu errar, é porque ainda tenho o que aprender. Prefiro acreditar na evolução, na revolução da alma. Quero acreditar que todos podem ser melhores com o amanhã. Quero ter certeza sobre a bondade. Quero acreditar que mais rico é aquele que acredita, que é feliz, que sorri, que tem amigos, e não aquele que possuí uma conta bancária alta. Quando a gente acredita, a gente alcança, a gente consegue. Eu vou continuar seguindo, vou fazer a minha história, vou escrever o meu livro. Vou ser feliz, e como já disse o poeta, não volto mais!
Eu acredito! E você, vai ficar aí parado se perguntando se deve ou não?
Por Juliana Lima
Eu sou criança. E vou crescer assim. Gosto de abraçar apertado, sentir alegria inteira, inventar mundos, inventar amores. O simples me faz rir, o complicado me aborrece. O mundo pra mim é grande, não entendo como moro em um planeta que gira sem parar, nem como funciona um fax. (...) Tenho um coração maior do que eu, nunca sei minha altura, tenho o tamanho de um sonho. E o sonho escreve a minha vida que às vezes eu risco, rabisco, embolo e jogo debaixo da cama. Coragem eu tenho um monte. Mas medo eu tenho poucos. Tenho medo de Jornal Nacional, de lagartixa branca, de maionese vencida, tenho medo das pessoas, tenho medo de mim. Minha bagunça mora aqui dentro, pensamentos dormem e acordam, nunca sei a hora certa. Mas uma coisa eu digo: eu não paro. Perco o rumo, ralo o joelho, bato de frente com a cara na porta: sei onde quero chegar, mesmo sem saber como. E vou. Sempre me pergunto quanto falta, se está perto, com que letra começa, se vai ter fim, se vai dar certo. Sempre questiono se você está feliz, se eu estou bonita, se eu vou ganhar estrelinha, se eu posso levar pra casa, se eu posso te levar pra mim. Não gosto de meias – palavras, de gente morna, nem de amar em silêncio. Aprendi que palavra é igual oração: tem que ser inteira senão perde a força. E força não há de faltar porque – aqui dentro – eu carrego o meu mundo. Sou menina levada, sou criança crescida com contas para pagar. E mesmo pequena, não deixo de crescer. Trabalho igual gente grande, fico séria, traço metas. Mas quando chega a hora do recreio, aí vou eu... Escrevo escondido, faço manha, tomo sorvete no pote, choro quando dói, choro quando não dói. E eu amo. Amo igual criança. Amo com os olhos vidrados, amo com todas as letras. A - M - O. Sem restrições. Sem medo. Sem frases cortadas. Sem censura. Quer me entender? Não precisa. Quer me fazer feliz? Me dê um chocolate, um bilhete, uma mentira bonita pra me fazer sonhar. Não importa. Todo dia é dia de ser criança e criança não liga pra preço, pra laço de fita e cartão com relevo. Criança gosta mesmo é de beijo, abraço e surpresa!
(E eu – como boa criança que sou – quero mais é rasgar o pacote!)
Fernanda Mello
Assinar:
Comentários (Atom)



