Nós simplesmente não escolhemos, não é?! E de repente as coisas perdem a graça. E de repente a gente não sabe mais exatamente do que gosta. Paramos numa lanchonete e ficamos meia hora pra decidir se queremos um suco de açaí ou um frapê de coco queimado . Queee escolha, não?! É mais ou menos 'não sei se caso ou se compro uma bicicleta'.
Tem vezes que a gente fica assim, quer juntar aquele mega coturno com aquela saia longa de renda divina. E as unhas?! Putz, que dúvida. Passamos o 'rosa chiclete' e em seguida tiramos pra passar o 'black rock'. Ahhhh homens, se vocês soubessem o que isso realmente quer dizer! Não, não é só a cor do esmalte, o corte do cabelo, o formato da roupa e muito menos a temida tpm. São os nossos sentimentos fazendo confusão nas nossas cabeças.
Uma hora parecemos tão pequenas, que nos ajeitamos em qualquer cantinho, em qualquer buraquinho. Outras, já parecemos tão grandes, que não cabemos nem mesmo, dentro de nós mesmas. Queremos gritar as nossas conquistas. Sentimos vontade de sair de casa só para estrear aquele sapato novo. Gostamos dos elogios. Queremos brincos, pulseiras e colares novos. Buscamos uma super promoção no emprego. Decidimos por livre e espontânea vontade que o nosso conhecimento é ilimitado. Nós temos o poder de voar, o dom de amar. Nós choramos ao pensar em perder alguém, mas lutamos com unhas e dentes pra proteger quem a gente ama. Eita mulherada difícil! Como diria Fernanda Mello, somos 'levemente malucas'!
Sabe, sinceramente, eu me arriscaria em dizer que é essa loucura que nos dá certa lucidez. Fomos feitas pra isso, pra pensar em mil coisas ao mesmo tempo. É isso que nos dá equilíbrio. E é diisso que eu estou falando: e-q-u-i-l-i-b-r-i-o. Nós precisamos disso.
Por Juliana Lima
Uma hora parecemos tão pequenas, que nos ajeitamos em qualquer cantinho, em qualquer buraquinho. Outras, já parecemos tão grandes, que não cabemos nem mesmo, dentro de nós mesmas. Queremos gritar as nossas conquistas. Sentimos vontade de sair de casa só para estrear aquele sapato novo. Gostamos dos elogios. Queremos brincos, pulseiras e colares novos. Buscamos uma super promoção no emprego. Decidimos por livre e espontânea vontade que o nosso conhecimento é ilimitado. Nós temos o poder de voar, o dom de amar. Nós choramos ao pensar em perder alguém, mas lutamos com unhas e dentes pra proteger quem a gente ama. Eita mulherada difícil! Como diria Fernanda Mello, somos 'levemente malucas'!
Sabe, sinceramente, eu me arriscaria em dizer que é essa loucura que nos dá certa lucidez. Fomos feitas pra isso, pra pensar em mil coisas ao mesmo tempo. É isso que nos dá equilíbrio. E é diisso que eu estou falando: e-q-u-i-l-i-b-r-i-o. Nós precisamos disso.
"Sim, eu me considero dois pontos extremos e uma mesma reta."


